domingo, 18 de março de 2012


Eu procurei, jurei que não iria mais falar de mim. 
Porque eu achei que eu tinha outras historias pra contar. 
Tudo o que eu sempre procurei, tudo o que eu sempre sonhei 
não vale nada se não enxergo um palmo a frente, 
então nem tente olhar pra trás. 
Não existe uma só curva nessa estrada, preciso de uma bifurcação. 
E eu vou pra longe de você. Eu já perdi, eu já sofri demais. 
Eu parti, joguei tudo pra trás. Eu vou fugir, pra bem longe daqui. 
Vou caminhar, e ninguém vai me seguir. 
Eu tinha apenas 16, e já achava que eu sabia demais. 
Tudo o que eu tinha era um quarto e o dinheiro dos meus pais e alguns amigos 
que cabiam numa mão. Era vazio aquele rio de solidão. 
Eu hoje viajo num só mês, milhões de milhas sem ter pra onde voltar. 
O asfalto é minha casa, mas não da pra chamar de lar, 
é tão vazio, tão frio, tão fora do lugar. Não existe nada aqui, 
que vai me fazer mudar. Eu já perdi, eu já sofri demais. 
Eu parti, joguei tudo pra trás. Eu vou fugir, pra bem longe daqui. 
Vou caminhar, e ninguém vai me seguir. Anoiteceu, mas faz tempo que a
 minha vida escureceu, não sei ao certo quando isso aconteceu,
 só sei que o culpado fui eu. De que adianta abrir os olhos, se sei 
que os flashs são para me cegar. Esses abraços são pra me amaldiçoar. 
Eu nunca te obriguei a me ouvir falar. 
E desde quando você acha que sabe melhor de mim, do que eu? 
Existem tantas coisas que eu vivi que você nunca viveu. 
Eu procurei, jurei que não iria mais falar de mim. 
Mas eu sou assim, eu tenho tanta historia pra contar.

(Fresno)

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